• Fora de Estrada

A indomável leveza das Foxy... Riders

Atualizado: 25 de Mai de 2020

Corria o ano de 1983… e "Girls just want to have fun" de Cindy Lauper rebentava nos tops um pouco por todo o mundo. Galardão daqui, prémio dali. Um “hit” que ficou para a memória da história da música mundial.

Mas "Girls just want to have fun" é na verdade uma canção escrita e gravada pela primeira vez em 1979 pelo músico americano Robert Hazard. A versão de Lauper é uma adaptação (da letra), e que aqui e ali se transformou numa “espécie” de hino à irreverência, liberdade e direito de igualdade do sexo feminino.


Mas não é sobre o feminismo ou a igualdade de direitos este texto.

A mensagem, clara e transparente, transportada durante décadas pelos mais diversos movimentos, preenche a primeira página da história indomável, plena de leveza no “Ser” das Foxy Riders, ou não fosse o lema destas quatro motociclistas – "Girls just want to have fun on two wheels" – mais explícito não poderia ser – já que o grande objectivo (esqueçam lá o cenário do feminismo e afins), desta trupe é influenciar o público feminino a andar de mota.

Dado o mote… passemos à prática. No futuro as Foxy pretendem associar o grupo a causas de cariz solidário, seja pela organização de eventos ou pela acção social, mas sempre em prol do próximo.

Esta verdadeira irmandade (assim se intitulam), a quatro, amante das duas rodas, cada qual ao seu estilo e com diferentes valências e experiências, leva a vida de mãos no guiador e adora uma boa aventura, um bom convívio, uma nova experiência e sobretudo… viajar! (não adoramos todos?!)

Pois bem… e agora que alongam as linhas…. Pergunto!


Mas afinal quem são as Foxy Riders?

Maria


Designer, fotógrafa, relações públicas, Maria, uma apaixonada pelas viagens e novos mundos (mesmo que – segundo a própria – “seja só na página de um livro”), é acima de tudo uma mulher de desafios.


Ser Mãe é certamente o melhor e mais desafiante deles! É-o! Todos os dias.

"Rebaldeira" por natureza (assim carinhosamente “alcunhada” pelo pai), cedo, aos 7 anos, aprendeu a que cheira a gasolina e o que é uma “mota grande”, já que o seu progenitor chegou um dia a casa com uma Harley Davidson.

Aos 10 a Maria já “roubava” a mota do jardineiro e com uma indomável leveza deixava-se ir. Este "cedo" despertar para a liberdade – motivo pelo qual o Pai lhe chamou "rebaldeira" – fez com que Maria percebesse que por pensar e agir de forma muito própria, ela era (e é), responsável pela sua felicidade e pelo seu caminho… algo que “normalmente” (se é que a normalidade existe!?) nada tem que ver com o que a sociedade incute. Principalmente, nas mulheres.

E a sociedade que se aguente…

A Maria vai sempre passar na sua Harley Dyna 94 Customizada

Ju


Enquanto sonha...


(e faz por isso, em ensino de regime nocturno!, Pois! Não é só sonhar!)


... para ser Engenheira Mecânica, Ju vai levando para a frente as áreas de gestão e produção na empresa familiar.


Se há uma definição de polivalência… é a Ju! Lutadora, uma ferrenha apaixonada pela vida… e claro… por viajar! E se conseguir juntar duas rodas e viagens!


BINGOOOOOOOOOOOO!


E a culpa é do Pai (nesta história o culpado não é o mordomo!). É que foi pelas mãos dele que a Ju (com apenas 12 anos) e a sua irmã viram (e deitaram as mãos), pela primeira vez a uma Mini Puch. O mundo era agora muito maior do que o quintal e as ruas da zona… o mundo era até onde a Mini Puch tivesse depósito para ir.


Vieram as motorizadas de seguida, Saschs, Zundapp, Vespas… Uma verdadeira colecção. Ainda assim, a “carta” só viria anos e anos mais tarde… o mundo era um pouco mais, e as 50cc demoravam mais do que o Willy Fog a dar a Volta ao Mundo.


Tanto experimentou (depois de encartada), que acabou por se apaixonar pela velocidade… sinónimo de Triumph Daytona 675 (de 2006), que comprou aos 25 anos.

Betty


Assistente Social! Pode parecer uma daquelas profissões maçadoras e extenuantes,


mas não é! - "Ama o que fazes e não trabalharás um único dia da tua vida!"


Assim é a Betty… que exerce funções de coordenação num Gabinete de Ação Social, de uma autarquia local do distrito do Porto. "Betty Butterfly" de alcunha... pois tal como a borboleta encara a vida como um processo de transformação, feita de ciclos, de aventuras e paixão.

Mulher da Terra do Galo… Sim! Barcelos!!! Leva a vida sustentada nos ideais que fundamentam a felicidade, do amor e da leveza! E a sua vida deixa-se levar na Sachs que era do avô… um novo ciclo para um clássico de 50cc.


Uma Casal 2 foi a sua primeira paixão, tinha 12 anos, e a Casal era de uma tia. Primos e Irmão foram os mestres do guiador e a “cobaia” foi uma DT… e nunca mais parou. Sendo a única menina entre todos exerceu o seu direito de usufruto e raramente alguém conseguia levar a Casal. Não sendo sua… era só sua! … e se perguntarem à Betty o que é para ela andar de mota… bom… “Butterfly na barriga!” Assim, simples e tão leve como uma!

Filipa


Estirador… linhas… esquadro… arquitecta! A Natureza e a Arte! O Seu mundo! Leve… É a liberdade das duas rodas que lhe aquece a alma, mas essa mesma liberdade é procurada em tudo o que faz. A equitação e as motas, são as suas zonas de conforto.

Mas para lá chegar?!?!… Corria 2017 e a Filipa arrancou sozinha para um evento de motos. Seguia o seu instinto. Algo a puxava para lá! Deixou-se, leve e indomavelmente ir. Recente no mundo das duas rodas vai escrevendo as páginas da sua vida plenas de descobertas e conquistas pessoais, de sentidas e inconfessáveis (e não vamos ser nós a desvendar!), emoções…. Os pais vivem de coração nas mãos (diz a Filipa) com as loucuras… mas na verdade, que importa isso se a Filipa é feliz! Ainda mais se for com uma Street Bob Customizada.

Quatro Caminhos… um destino!

Quatro Mulheres! As Foxy Riders com os seus caminhos tão dispares!

Mas apenas um destino!


A culpa desse destino está cimentada uns anos antes. Aquilo que se desenhava como um blog (da Maria), que partilharia com outras mulheres apaixonadas pelas motas e que por tentativa/erro ou meros erros de casting acabou por juntar, uma de cada vez, estas quatro mulheres


– agora vou ser feminista – Grandes Mulheres –


... que nada precisam de provar… basta partir à aventura, como fizeram no Lés a Lés Offroad, ou no Winter & Summer Ride da TonUp Garage, ou ir ali ao fundo da avenida ver o Atlântico, sentar, sentir o sol e conversar!



Para elas a liberdade é mais do que a palavra… Mais do que a definição que se encerra, e como tal não sendo livre, da própria palavra.


É esta indomável leveza das Foxy que deixa uma “pegada” – ou um rasto de borracha – pelas estradas, caminhos, pela vida… uma marca única, como as impressões digitais e quando toda esta “emergência pandémica passar” nada mais #aiprascurvas do que a certeza de as ver passar para Sul pelos "estradões" da costa alentejana, para logo, a seu belo prazer subirem a Nacional 2 de regresso a casa

Sem ser feminista… muitos “eles” nunca o farão! Elas sim! E isso…

É a indomável leveza… do "ser" Foxy Rider!

Mais sobre as Foxy: Instagram / Facebook / Website

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