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Automobilismo ficou mais pobre com a morte de Sir Stirling Moss

Ficou conhecido como “o melhor piloto que nunca venceu um Campeonato do Mundo,” mas Sir Stirling Moss, um piloto sempre Aí Prá's Curvas, venceu muito mais que isso. Venceu os corações de todos e, mesmo aqueles de nós que, mais novos, nunca o vimos correr, sabemos, ou pelo menos ouvimos falar dele várias vezes.


Nome incontornável do automobilismo, participou em 529 corridas ao longo dos 14 anos de carreira, vencendo 212. Entre elas, participou em 66 Grandes Prémios de Fórmula 1, ganhando 16, dois deles em Portugal, em 1958, no Circuito da Boavista, e em 1959, no Circuito de Monsanto.

Aliás, foi precisamente nesse Grande Prémio de Portugal de 1958 que Moss, numa atitude absolutamente invulgar, opôs-se à desclassificação do rival Mike Hawthorn. O britânico perdeu o controlo do Ferrari e foi empurrado contra o sentido da prova para voltar a colocar o carro em funcionamento. O protesto de Moss levou à requalificação do rival, o que acabou por roubar a Moss o ponto que precisava para bater Hawthorn e conquistar a coroa.


Nomeado Sir pela Rainha Isabel II de Inglaterra em 2001, Stirling Moss morreu este domingo vítima de cancro aos 90 anos, depois de uma vida repleta de momentos memoráveis que David Andrade, do Público, tão bem relatou numa entrevista de 2009 aquando do Circuito da Boavista, onde Sir Stirling Moss voltou a rodar com o seu Osca FS372 de 1956, o único carro que ainda tinha.

Nessas linhas, entre muitas outras coisas, vemo-lo assumir que teve uma vida de bom vivant, com passagem por “muitos países” onde teve a oportunidade de “conhecer muitas raparigas bonitas” e com “uma qualidade de vida dez vezes superior à que têm agora pilotos como o Lewis Hamilton, que não fazem ideia do que é desfrutar da vida.”


Foi também nessa conversa com o diário português que, além de encarar de frente os insucessos pessoais, disse que sua “grande vitória foi o casamento com a Susie”, sua esposa de há 40 anos.

Foi precisamente Susie que este domingo de Páscoa confirmou o falecimento de Stirling Moss, em Londres, aos 90 anos, dizendo: “Ele morreu como viveu. De forma maravilhosa. Simplesmente cansou-se e fechou os seus olhos lindos.”



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