• Estrada Fora

Caminhos a Sul

Há curvas que nos surgem no caminho com uma consistência invejável, ou... abominável. Estas são das primeiras e fazem parte dos meus caminhos meridionais desde que me lembro.



Alturas houve em que, inebriado pela ideia que o tempo nunca chegava, me esqueci delas, releguei-as para um segundo e terceiro plano. Já não é assim! Não há viagem rumo a Sul sem que me detenha pela margem direita do Sado, naquele pequeno largo ribeirinho repleto de esplanadas.


O tempo pára, e rola mais tranquilo a olhar a velha ponte metálica, outra-hora foco desespero nas viagens de Verão que nos levavam a todos, ainda bem putos, de Lisboa às praias Vicentinas e Algarvias.


Mas a paragem não fica completa sem uma visita às mariscadoras. Não há dia, faça calor ou frio, chuva ou sol, em que pelo menos duas estejam sentadas à entrada da praça naquela banca que replica um típico Galeão do Sal.


Mais do que parar, o obrigatório numa incursão a Sul é comprar uma dose de camarões do rio e comê-los com uma cerveja (ou várias Colas Zero) ali, a olhar o rio e aquela ponte que, com a paragem gastronómica, me fazem viajar aos tempos de menino.


E, se a agenda o permitir – e permite quase sempre – a interrupção na viagem conta sempre com um almoço no Quanto Baste. Um espaço acolhedor, com um serviço fantástico e uma ementa onde o mais complicado é sempre escolher, mas que nos faz estar sempre “aí prá’s curvas.”

16 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo