• Estrada Fora

Corridas a correr umas atrás das outras

Há muito que várias das curvas que por aqui se fazem acontecem em corridas, não minhas, pelas mãos de outros, é certo, mas não deixam de ser curvas repletas de adrenalina... Pensava eu!



A verdade é que, 20 anos volvidos Estrada Fora por pistas de várias partidas do Mundo, só agora é que acordei para um estilo de corridas diferentes, corridas feitas a correr, umas atrás das outras, sem espaço para respirar. Seja durante elas, ou entre elas. Corridas mais ao estilo dos coelhos, do tipo... “é bom, não foi?”


E é isso mesmo. Ver corridas de Rallycross, e Kartcross também, é um ir às corridas completamente diferente. Não há tempo para olhar para o telefone, para responder a uma mensagem, não há tempo para ir buscar alguma coisa para comer e beber.


Tudo acontece num ápice, num abrir e fechar de olhos já um mundo de acção e emoção passou ante nós. Já se fez uma partida, dezenas de curvas, um incontável número de toques, uma volta Jocker (que em nada beneficia quem a faz, pelo contrário, mas calha a todos) e, tudo em apenas cinco voltas, sete nas finais, e em menos de cinco minutos.


Dependendo dos gostos, nem dá para cozer um ovo, ou para... Bem... para o que quiserem, ou gostarem.


Mas são umas corridas repletas de animação, de velocidade e sem o mínimo lugar para erro. Corridas no fio da navalha em que a experiência de quem vai ao volante, e também a audácia, fazem toda a diferença. Uma competição onde também é preciso saber lidar muito bem com os diferentes comportamentos das máquinas em asfalto e em terra e, principalmente, nos locais de transição entre os dois tipos de piso.


São corridas onde ninguém está disposto a perder, nem a feijões, nem nas categorias mais modestas, mas são também corridas onde todos se conhecem e onde o ambiente que paira no ar é mais #AisPrasCurvas do que se podia esperar numa modalidade de tanto contacto.


E pois, olha, não é que com esta brincadeira toda, com estas linhas, acabei por perder metade da acção? “É bom, não foi?” – é mesmo isso. Ainda bem que ainda há mais.

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