• Fora de Estrada

Dias de Pijam’demia…

Atualizado: 14 de Mar de 2020

Por estes dias o frasquinho de álcool (ou desinfectante similar), tornou-se o nosso “best friend forever”.


São dias em que não cumprimentar alguém com um caloroso aperto de mão, um abraço apertado, dois (ou um para os mais “tios”), beijos são a nova forma de se mostrar muito educado.



Estes são tempos em que as classes sociais se reduzem a duas - infectados e não infectados – e em que qualquer que seja a raça e credo, é indiferente, por um lado porque o amigo invisível não selecciona os seus alvos por tom de pele e por outro, porque não há “Deus (nenhum), que nos valha!”


São dias em que se contam mais mortos e novos infectados e menos euros de lucro.



E damos por nós a pensar…

“ - Aiii, toquei nas teclas do multibanco! Onde está o álcool?”

“ - Aiii, tenho que por gasolina! Como faço para pegar na mangueira? Onde está o álcool?”

“ - Aiii, a senhora da caixa tocou no meu multibanco! Onde está o álcool?”

“ - Aiii, estou de manga curta e tenho que abrir aquela porta de maçaneta redonda! Onde está o álcool?”

“ - Aiii, acabou-se o álcool? Onde há mais álcool?”


Por agora os melhores amigos (além do frasquinho de álcool), são os que mantemos à distância! O melhor gesto de amor para com a família, é nem os ver! O melhor restaurante é a nossa cozinha! A melhor sala de espectáculos é a televisão (qualquer se seja). O melhor encontro é estar sozinho! A melhor reunião é aquela que não se faz! A melhor viagem é a do quarto para a sala, passando pelo closet, deitando os olhos à pilha de roupa por passar que está no escritório! “Aquele maquinão” passou a ser a máquina de lavar! E aquela curva mesmo “aipráscruvas” passou a ser a quarentena! Preferencialmente e desejavelmente aquela que nos impomos a nós próprios.



Parafraseando (no sentido lato), os governantes (novamente no sentido lato), a melhor forma de cuidarmos de nós é cuidar dos outros. Multiplicam-se pelas redes sociais e órgãos de comunicação social os pedidos e “reminders” para que mantenhamos as regras de higiene (ahhhhhh… pois, há quem não as saiba nem as cumpra), e que nos recolhamos, nos fechemos. Multiplicam-se tanto os pedidos, mas não tanto como as fake news plenas de fatalismo (há lá povo que não goste de “sangue”?!?!), cujo único propósito é o “click”.


CALMA GENTE!!!!!


Façamos a nossa parte de forma consciente e cívica! Mantenhamos as regras mais básicas de vivência e sobrevivência! Saibamos resguardar tudo, até de nós mesmos!


Sejamos adeptos da Pijam’demia!! Para quem já padecia desta maleita, é só mais oportunidade, e desta vez justificada oficialmente e com apoios estatais. Para quem nunca o fez, passou a ser uma cena “aipráscurvas”. Arrumem a roupa “business casual”, os fatos, gravatas, sapatinhos finos, saltos altos, vestidos para ocasiões dress-code! Empacotem (sim, isto é capaz de demorar!) as maquilhagens e as ceras da barba… e vistam o pijama! Que bela oportunidade para deixar de usar a lâmina e finalmente conseguir ter aquela barba muito trendy. Sim, infelizmente vamos ter tempo para chegar lá.


Estes são dias em que o frasquinho de álcool (ou desinfectante similar), se tornou o nosso “best friend forever”! Sim! São! Mas a vida é feita de "amigos" (muitos e bons) e não de um só "Amigo"… e o Pijama até é um tipo simpático, que sabe estar, que se dá bem com todos! Porque não apresentá-lo ao frasquinho do álcool!


E sinceramente, sem o mínimo laivo de mau gosto, muito menos de brincadeira! Se é para ser Corona, então que seja de quarentena, pijama vestido, frasquinho de álcool à mão e uma rodela de limão na garrafa mexicana! Será certamente muito mais “aípráscruvas”…


Façam a vossa parte! Até fica mais barato! Imaginem "o porradão" de dinheiro que poupam em combustível, portagens e estacionamento?

No fim deve dar para comprar umas quantas caixas de Corona… da boa claro!

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