• Estrada Fora

Há um ano por esta altura...

Não sei como está o mundo hoje, não sei o que aprendemos, o que desaprendemos, tão pouco o quão verdadeiramente afectados fomos por toda esta loucura que o #CoronaVírus provocou. Apenas sei que seguramente vamos olhar para tudo o que se passou, para tudo o que fomos até então, e para o que temos e como somos hoje de forma diferente... sempre Aí Prá's Curvas.


Mas por estes dias há um ano as coisas eram mais ou menos assim...


Na República Checa o nudismo continuou a ser permitido nos locais para isso designados, desde que... com máscara. Uma forma diferente que os checos arranjaram para começar as levantar, de forma gradual, as restrições impostas pelo #CoronaVirus.



Para os lados de Reguengos de Monsaraz houve quem pusesse mãos à obra para dar mais volume a um Gin nacional. Uma iniciativa que teve por objectivo ajudar entidades na linha da frente da luta contra o #Covid19 que necessitavam de álcool para desinfectar.


Menos nobre, horrendo mesmo, para os lados de Nova Iorque, a cidade que mais sofreu com a pandemia nos Estados Unidos, os mortos não reclamados eram enterrados em valas comuns... Algo que ninguém pensava possível em pleno século XXI na "Land of the free"!


Diametralmente oposto, em Svalbard, bem dentro do Círculo Polar Ártico, o único português a viver no arquipélago norueguês com a família, relatava como era viver isolado, mas sem #CoronaVirus por perto. Estava "tudo bem, o sol lá fora e... -19ºC"!


Enquanto isso, o desporto motorizado deixava no limbo mais de 13.000 km de competição entre provas adiadas e canceladas na Fórmula 1, Mundial de Ralis, MotoGP, Mundial de Resistência e Fórmula E, isto só para falar de alguns. Um ano claramente fora do normal para os amantes do automobilismo.


Ao mesmo tempo, um pouco por todo o mundo, o planeta tirava partido da paragem geral e recuperava um pouco. Com mais de metade da população do mundo em confinamento social, impedida de circular, ou seriamente limitada, os níveis de poluição caiam por todo lado. Até o Monte Fuji ficou mais visível.



Por cá, passada a porta de casa, da minha, da tua, da dele, da dela, da de todos nós, fechadas, impedidas brincar na rua, ou na escola, com os amigos, as crianças pediam ajuda. Umas com birras, outras, infelizmente mais frágeis, ligavam para a linha SOS Criança, duplicando o fluxo de chamadas.



Aqui ao lado, em Espanha, recebíamos a notícia da morte de Luís Sepúlveda. Um contador de estórias de mão cheia, natural do Chile, mas há muito radicado em Espanha. Uma escrita que prende, que vicia... Ficam os livros, um deles, o meu primeiro, o Patagónia Express... Que viagem! A primeira de algumas com Sepúlveda e que agora volto a fazer com o mesmo prazer.

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