• Estrada Fora

Karibu Safari – Bem-vindo à aventura

Quando pilotos e máquinas se atrevem pela savana, a aventura ganha um novo significado.



Desde 2002 até ao presente, foi muito o que mudou no desporto motorizado em todo o mundo, nos ralis em particular. Uma das coisas que mudou, para gaúdio de muitos, foi o regresso do Safari ao calendário do WRC. Um regresso há muito esperado e para o qual muito se tem trabalhado.


Um regresso que trouxe o Safari e toda a sua beleza para o presente daquilo que é a realidade dos ralis do Campeonato do Mundo. Longe, muito longe das provas intermináveis, com mais de 1.000 km e que faziam do Safari mais um evento de resistência do que de sprinte e que, em boa verdade serviu de inspiração para a criação do Dakar.



O Safari de hoje, como todas as rondas do Mundial de Ralis, tem um total de apenas 320,19 km repartidos por um total de 10 troços, dois deles com apenas uma passagem, enquanto os outros são percorridos por duas vezes, totalizando 18 Especiais de Classificação.


Mas desenganem-se os que pensam que a prova já não é o que era, porque não podiam estar mais longe da verdade. Tirando a distância, todo o resto é aventura, todo o resto é Safari como sempre foi e sempre o conhecemos.



Fiel às origens de 1953, ano em que nasceu como East African Coronation Safari, disputado entre o Quénia, Uganda e Tânzania, o Safari do século XXI continua a ser uma mostra daquilo que é a África subsaariana. Pelo menos uma mostra daquilo que nós, alheios e distantes do que é o Continente que serviu de berço à humanidade, vemos como sendo África. Uma imensidão a perder de vista, um contraste de cores como não há, ravinas, desfiladeiros e serranias que nos fazem sentir pequenos e certos de que uma prova como esta não é para qualquer um. É, sem dúvida, para “homens de barba rija”.


No Quénia, os pilotos do WRC vão encontrar pela frente especiais extremamente rápidas, talvez quiçá, capazes de rivalizar com as classificativas “voadoras” da Finlândia. Mas vão também encontrar pela frente troços capazes de uma exigência e dureza como há muito não se vê no Mundial. Troços que vão levar as estrelas do WRC a percorrer todo o tipo de cenário africano e nos quais o mais pequeno erro pode deitar por terra qualquer aspiração ao triunfo.



Pelo meio de tudo isto, e sempre a acompanhar a prova, a incontornável vida selvagem africana que tão depressa se poderá atravessar num qualquer troço e pregar um susto valente ao mais bravo piloto, como pode também ficar indiferente, junto ao troço, as ver os carros passar.


Sim, a aventura africana é tudo isto e está de volta, por isso, como se diz aqui por estas paragens em suaíli: Karibu Safari! – Bem-vindo à aventura! – Já nós dizemos... #AiPrasCurvas


7 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo