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Não há duas sem três

Atualizado: 20 de Mar de 2020

O ditado pode ser velho, mas assenta sempre que nem uma luva. É que não há mesmo duas sem três! E a Bugatti foi a mais recente marca a não resistir à tentação ao criar mais uma fabulosa “Voiture Noire” – “Viatura Negra”.



O primeiro foi o Type 57 SC Atlantic, um de apenas quatro construídos pela marca entre 1936 e 1938. Negro e com uma “costura” dorsal ao longo de todo o comprimento, a primeira “Viatura Negra” da Bugatti foi, tal como os outros três irmãos Atlantic, desenhado por Jean Bugatti. Contudo, este carro de sonho, do qual hoje se conhecem apenas fotos, desapareceu sem deixar rasto há mais de 80 anos, o que faz dele um dos maiores mistérios da história automóvel, ainda para mais por ter sido usado pelo próprio Jean Bugatti.



Oito décadas depois, para comemorar os 110 anos da marca, os desenhadores, engenheiros e artesões do construtor gaulês levantaram o véu sobre uma reinterpretação moderna da “Viatura Negra”. Mais um carro de sonho, uma verdadeira obra de arte que não terá qualquer irmão. Este filho único de 11 milhões de euros antes de impostos, pegou nas linhas curvas e sensuais do original, típicas da época, e deu-lhes uma interpretação moderna, mas intemporal, criando de imediato um clássico.



Agora, cerca de um ano depois, a marca repete a dose. Ou seja, pega na receita, recria-a e dá a conhecer mais um carro ímpar: o Chiron Sport “Edition Noire Sportive”. Negro mate, o modelo, foi criado para assinalar o meio da produção do Chiron e, no total, serão produzidas apenas 20 destas unidades. Qualquer uma delas equipado com um “motorzito” de 18 cilindros em W, de 8 litros, com uma potência de “só” 1.600 cv e capaz de ultrapassar uns tranquilos 400 km/h. Um “carrito”, tal como as outras duas “Viaturas Negras”, aí prá’s curvas.


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