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Paulo Marques... O "Marquês" do Todo-o-Terreno Nacional

Atualizado: 10 de Fev de 2020

“O Paulo veio ao Mundo para fazer algo de muito especial” foram as palavras de Álvaro Gil Folhadela Marques, pai de um dos mais consagrados pilotos de todo-o-terreno nacionais. Quando Paulo Marques saltou para aos comandos de uma Benelli 50 com apenas 9 anos de idade jamais imaginaria o que o futuro lhe reservava, mas sim, o futuro seria especial.

A equipa parte do 24º lugar da grelha com o tempo de 11m03.281, fruto de um problema mecânico na direção assistida que acabaria por comprometer os treinos cronometrados depois do 4º melhor tempo nos treinos livres com 10m29.922. O objetivo passará por levar o MMP até ao final e fazer pódio.


Ao jeito dos homens do Norte, excelente anfitrião e afável no trato, o 11 vezes vencedor do Campeonato Nacional de Enduro e 14 vezes participante no Dakar – 10 vezes de moto e 4 de carro – apreciador de uma boa Francesinha em detrimento de umas Tripas à Moda do Porto, distingue como o momento mais alto da sua carreira a vitória na etapa do Dakar no dia 14 de janeiro de 1997 – data que tem na “ponta da língua” – aos comandos de uma KTM.


Apesar de nos últimos anos correr com quatro rodas afirma preferir as duas “foram a minha primeira paixão, foram a base da minha carreira e ainda o são… ouvir “cantar” aqueles motores é… sempre foi, o que eu queria!” inclusivamente com a mini Honda com que se desloca no paddock e nas boxes e que provocou gargalhadas quando lhe perguntámos se é a “próxima máquina com que vai ao Dakar?”, e entre sorrisos vai dizendo “adorava regressar, tenho muitas saudades do terreno, do espírito, da camaradagem e claro da aventura. Nesta fase seria também um partir à descoberta de novos terrenos, mas sei que não será simples equacionar esse regresso.”


Marques, o homem que teve “uma vida de roda no ar” – título do livro lançado em 2007 que retrata alguns episódios da sua vida – promete continuar dessa forma “enquanto a condição física me permitir e desde que eu possa, de vez em quando, trocar a Francesinha por um bacalhau assado com batata a murro e azeite”.

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