• Fora de Estrada

Riding… com a Maria!

Só podia chamar-se Maria!


Todos sabemos o quão difícil pode ser escolher um nome! Há algo totalmente definitivo na escolha! É algo que nos acompanha para sempre – o que quer que o “sempre” seja, ou por quanto tempo dure!” – A escolha, porque envolve decisão, cria em si mesmo uma incerteza e insatisfação… queremos que seja único, forte, vinculativo ao objectivo, ao carácter, à vida…


Escolher não é fácil! Tomar decisões ainda menos! Tendencialmente procuramos o consenso e a unanimidade!

Mas terá mesmo que ser assim?


Para este grupo de amigos a unanimidade, o consenso, a aprovação de terceiros era tudo aquilo que não se pretendia. Seria limitar o conceito, o projecto, a imaginação! Esta malta não nasceu, e muito menos foi feita, para ter amarras, compromissos e demais algemas sociais.


Enveredaram então pelo caminho oposto. Criar uma marca livre, com “roda solta” e “swell gigante”, que fosse totalmente livre e desinibida para rasgar preconceitos, que não procura aprovação, consenso nem compromisso.



Estávamos em 2010 e este “gangue” (calma, não é desses?! Estes são mesmo porreiros!) com muito de #aiprascurvas, apaixonado por skates, surf, motas personalizadas, música e arte tinha acabado de “dar vida” à Maria Riding Company.


Maria… um nome universal, tradicional, tipicamente português (que segundo os próprios), muitos poderão considerar “parvo” para o contexto e mercados onde se insere (detalhe que para esta malta é literalmente “igual ao litro!”), acabou por ser o escolhido… contemporâneo e que reflecte quem são.


A marca não foi lançada (no sentido restrito e tradicional dos negócios) para o mercado. Surgiu, cresceu e contínua a crescer gradualmente, fluida como água, segura como um velho mas fiável motor, intuitiva como uma mulher (ou não fosse Maria). A Maria cresceu pelo desenvolvimento de projectos, ideias e conceitos de que os seus fundadores gostavam e queriam fazer… se eles gostavam, alguém, lá fora, na rua, gostaria! Este é o público que pretendem… e que têm!


De tanto trabalhos e projectos… foi uma outra mulher que se destacou… a “Eva”, uma Yamaha XS 600 que teve um papel muito importante na vida da Maria (mas lá está,…), todos os projectos são únicos e isso acabou por dar à Maria o seu traço mais forte de carácter… “we design, we create, we build”.


É desta forma que “assina” esta bela mulher.


O trabalho árduo e a irreverência de se fazer o que se gosta, sem procurar aprovações de ninguém acabou por trazer o reconhecimento e algumas menções e prémios, que para a equipa da Maria Riding Company, pouca importam ao que realmente interessa neste mundo em que estão inseridos. Claro que não deixaram de sorrir e ficar felizes com eles, mas os maiores sorrisos estão no dia-a-dia e na liberdade que têm para criar e construir o seu próprio destino.



Tendo sido pioneiros, assistiram na fila da frente ao crescer deste mercado. "Surfaram" a primeira vaga deste movimento o que lhes permitiu viver experiências únicas, conhecer pessoas incríveis, fazer amigos… há, segundo eles, muitos e bons profissionais no meio, assim como excelentes projectos.


A malta da Maria contínua, como qualquer surfista, na busca da “perfect wave”, aquela que se partilha com amigos, não se diz onde fica e onde serão ainda mais felizes, mesmo que seja com meio metro “on-shore”… para lá chegar, só numa mota de sonho


Qual?


Pouco importa, pois pode sempre ser a próxima, desde que seja antiga, potente e personalizada é que (se já se esqueceram), a Maria tem personalidade própria… e nada mais #aiprascruvas do que ser dona de si mesma, we design, we create, we build! (lembram-se?)


Mais sobre a Maria Riding Company: Website / Facebook / Instagram

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