• Estrada Fora

São voltas e voltas...

A vida tem destas coisas... destas coisas altas, e destas coisas baixas. É inconstante, incapaz da mais pequena regularidade, da mais singela normalidade, consistência. Anda sempre num turbilhão, ora no mais alto dos picos do mundo, ora na mais funda das fossas abissais.



Mas é isso que faz dela a maravilha que é, a loucura que é. Inebriante, a mais potente e viciante de todas as drogas, uma verdadeira montanha-russa de emoções diárias, constantes e infindáveis.


Nada se lhe iguala! Como podia também? Só talvez um amor de vida, aquele amor de vida que nos entra pela porta sem bater, fica e revolve tudo qual furacão e umas vezes vai, outras fica, mas está sempre lá.


E, por mais que a vilipendiemos, que a critiquemos, que a culpemos de todos os males que nos surgem pela frente, a verdade é que tudo isso não é mais que uma falta de vontade, uma incapacidade de vermos o reverso à medalha que se apresenta ante nós, sempre.


Porque, em boa verdade, não há nada mais Aí Prá’s Curvas que tudo aquilo que a vida nos oferece.


Vejam-se os últimos tempos por que temos todos passado. Repletos de altos e baixos, de esperanças e pesadelos, de motivações e desaires, de alegrias e tristezas, de irritações e calmas, de tudo e de nada. Tempos apenas ricos de momentos para nós próprios, para pensarmos nas coisas pequenas que são as maiores da vida.


Tempos repletos de reviravoltas e, como em todos os momentos de crise e maior dificuldades, tempos repletos de oportunidades. Sim, oportunidades! Basta... olharmos o reverso das medalhas que se nos apresentam.


Por aqui as Curvas fizeram-se sempre repletas de optimismo, na certeza de que algo de bom, porque não de melhor, estava ao dobrar de cada curva, ao transpor de cada lomba.


Pode estar o desastre à espreita do outro lado? É claro que pode, mas isso não interessa. Não interessa porque se mantivermos o pensamento positivo vamos acabar sempre por encontrar algo maior e melhor.


O ano começou para nós, para todos nós, repleto de ideias, de resoluções, de vontade de ir mais além. Tudo apenas para vermos o mundo desabar sobre nós escassos meses depois, para vermos as ideias esvaírem-se escapulirem-se-nos por entre os dedos, por entre o olhar... Não!


Parámos, fomos travados de forma abrupta. Mas tudo isso foi, não é! A maré, como a cada seis horas, está a virar, basta abrirmos os olhos e sabermos olhar, sabermos buscar o raio de sol que torna tudo melhor para vermos e conseguirmos.


De um dia, de uma semana, de um mês mais escuro e cinzento, surge agora outro mais claro, com projectos que, afinal, não morreram, apenas vão continuar com algumas, pequenas, alterações.


É um telefone que toca com uma mensagem “liga quando quiseres”, é um mail que entra com um “manda-me os dados, vamos em frente”! É sempre, mesmo sempre assim!


O nosso problema, o que tira ao #AiPrasCurvas a todos, é olhar ao negativo e não ver, não querer ver, que ele só existe porque há também um positivo.


Ele está aí, sempre esteve, nunca nos deixou, nós é que passamos o tempo a esquercemo-nos dele. Estávamos todos muito melhor se nos lembrássemos mais vezes!

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