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Tempos livres – Parte 2

Já está! O “pesadelo” da Unik já terminou! Já tive o meu dia de Actividades de Tempos Livres às voltas com motos, peças, ferramentas, óleos e afins na oficina e... Não, não consegui chegar ao fim do dia com peças a sobrar!



Foi, digo-vos, um dia em cheio, #AiPrasCurvas, em que me senti puto outra vez, em que, confesso, me vieram à memória momentos (curtos, demasiado curtos) que há muito passei na oficina do meu avô, essa com carros, à beira de uma estrada para os lados de Vagos e ladeada de pinhal.


Mas isso é uma recordação mesmo muito velhinha – ao que interessa, ainda para mais porque mal cruzei o portão da Unik e assim que terminaram as apresentações, fui logo lançado às feras! “Tens aqui as ferramentas, se precisares de alguma que não encontras diz. Agora desmonta o protector de corrente dessa moto e os suportes do guarda-lamas frontal!”


Vi-me do outro lado daquilo que costumo fazer a quem trabalha comigo quando estou em provas e, admito, deu-me gozo. É a melhor forma de ser ver verdadeiramente o que as pessoas conseguem fazer, como reagem a contratempos e o que fazem para os ultrapassar.


Com a tarefa terminada, material protegido e encaixotado, parafusos ensacados e identificados, chegou a altura da mais rápida promoção de todos os tempos... Uma revisão! A primeira da moto. Vá... foi só colocar o óleo novo e trocar o filtro, mas foi o mais perto que me deixaram estar de um motor. Passinhos de bebé! – LOL



O programa de actividades incluiu ainda um pouco de detailing de uma moto nova para entrega a um cliente e a montagem de dois ou três componentes noutra.


Ainda há todo um mundo para explorar na oficina – pode ser que esse dia ainda venha – mas para começar deu para sentir um pouco daquilo que há muito buscava. É que, além do gozo de meter as mãos na massa, escrever sobre motos, ou carros, e as suas prestações, acabamentos, etc, já está feito e refeito. Viver na pele, e falar um pouco do que se faz e vive nos bastidores, na montagem, reparação e criação destas máquinas é algo que não se vê muito por cá.


O que vos posso dizer é que cheguei ao final de um dia muito bem passado com algumas coisas aprendidas, com a sincera sensação que não prejudiquei o trabalho a ninguém – só por si já é positivo – e a saber porque é que as motos que saem da Unik são como são... porque são desenhadas e construídas com alma, descontração e estupidez natural – como costumo dizer sobre tantas coisas que faço na minha vida – com alegria e com uma preocupação maior, que também é minha... “onde é que vamos almoçar?” É que para se trabalhar bem, ou melhor, para se fazer um bom trabalho, temos de nos saber divertir também.


Ao Luís, que ainda vai ter de me mostrar como se desenha (ensinar não que a minha sensibilidade nisso é igual à de um elefante numa loja de cristais), ao Filipe, que foi quem mais me aturou, ao Constantino, que instalou um motor gigantesco numa moto enquanto eu desmontava duas coisas, ao Sr. Zé, que quando não tem as peças as fabrica tranquilamente, e ao Alexandre, que já vem de longe, um muito obrigado pela oportunidade. Ao Tiago, que fugiu de férias para não ter um ataque cardíaco com um tipo armado em mecânico, uma provocação... para a próxima não precisas de fugir!

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